sábado, 3 de dezembro de 2011

NÃO ME DIGAS PALAVRAS DOCES



Não me diga palavras doces
Se não  sabes falar...
Apenas me olhe
Com este olhar de gato
Sedento
De toques, de acordes,
De ação
Dos amores e amassos
Que eu também não sei te dar!
Apenas
Vamos viver o nosso cio eterno
Enquanto mergulhamos na vida
Tentando aprender a nadar!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

É A VIDA!



Conheci pessoas  que pensei serem  imortais.
Eles tinham tanta vida, tanta alegria
Que me deram a falsa idéia de que nunca partiriam, mas partiram.
Algumas já desistiram  de viver antes de morrer.
Outras, morreram estupidamente, inesperadamente.
Como se toda e qualquer morte não fosse estúpida ou inesperada.
Mesmo quando precedidas por um longo padecimento físico, estas mortes foram inesperadas e estúpidas.
Ver alguém tão vivo, tão inteligente, com tantas histórias para contar
Definhando em um leito foi tão terrível, que cheguei a desejar sua partida.
E depois, passei anos me culpando por este desejo infame.
Ás vezes, quando ouço alguma música que me recorda delas,
Parece-me que ainda vivem, que ainda poderei revê-las, conversar com elas, discutir o sexo dos anjos, política e religião.
Tenho a impressão que ainda poderei sentar-me à porta da cozinha e fumar passivamente, bebericando um vinho.
E  que na madrugada, ainda poderei assistir com ela o supercine, preparando a maionese para o outro dia.
Outras vezes, quando é lua cheia,  ainda espero que um fusca 69 vai buzinar no meu portão, para me levar
até a praia do mar grosso e olhar para o mar iluminado pela luz do luar.
Muitas vezes, 22 anos depois, ainda tenho a idéia de pegar o telefone, para conversar com ele sobre algum acontecimento político.
Mas eles e elas partiram.
Partiram e não me darão mais notícias.
Como diz um sábio pedreiro do bairro Calemba: É A VIDA!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011


FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!
Para todas as crianças!
As grandes e as pequenas, encarnadas e desencarnadas!
Muitas balinhas, brinquedos e chocolates, porque a vida só vale a pena
se pudermos encontrar motivos para brincar e sorrir!
SALVE NOSSA SENHORA!
A aparecida, a que apareceu, na cor que apareceu, para quem apareceu!Uma aparição destas só poderia acontecer no BRASIL!
Porque Maria era uma mulher que vivia num lugar com muito sol, judia, jamais poderia ser loira de olhos azuis.
É uma figura marcante, na minha infância, na minha vida inteira.
É, sempre foi e sempre será, o meu refúgio, o meu esteio, nas horas de dor, dúvida, sonhos e inspirações!

Religiões a parte, eu curto demais esta mulher chamada MARIA!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PARA DIVERTIR




Como Dizia o Poeta



Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão 
nunca vai ter nada, não!
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
é melhor que a solidão!
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber            
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração,
esse não vai ter perdão!
Quem nunca curtiu uma paixão,
nunca vai ter nada, não!

PARA PENSAR





Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu!

Francisco Otaviano de Almeida Rosa

PALAVRAS VAZIAS









Apenas isto sai dos meus lábios.
Desprovidas de significados
eu as pronuncio
unicamente para não te deixar no vácuo.
Na verdade
estou gostando do silêncio
das horas, dos minutos,
que hoje passo sem tua companhia.
Não sei nem mesmo
o que isto significa.
Apenas sei
que já consigo estar em paz
quando acompanhada de mim mesma.
Não procuro mais em ti
o que me falta.
Tento preencher estes espaços
com a inteireza do que consegui ser até hoje!
Reconhecer-me e valorizar
a inteireza do que sou
tornou-se muito importante prá mim nestes momentos!



sábado, 3 de setembro de 2011

A SAUDADE QUE TEM O NOME DE PAI




   Meu Pai era uma pessoa com modo de vida ímpar e durante minha primeira infância dividiu comigo muitas das suas “saudades”, que passaram a ser minhas também.
   Quando não estava limpando suas gaiolas de passarinhos, ou o quintal, ele estava no escritório fazendo requerimentos para alguma viúva de algum colega do “Porto”, solicitando algum provento atrasado, o tradicional Imposto de Renda, ou curtindo os livros que ele lia e relia sem parar.
  Porém, se não estivesse ocupando seu tempo nestas atividades, ele o passava sentado, irremediavelmente, naquela janela, de onde podia ver todo o quintal dos fundos, suas gaiolas, seus passarinhos, e também suas lembranças.
  Única criança pequena na casa, o seu colo era sempre meu. E era a única que podia ficar ao seu lado o tempo que quisesse, pois a mim, nesta época, não eram destinadas tarefas domésticas.
  Quando eu chegava de mansinho na cozinha, ele já estava olhando o passado e o futuro naquela janela. Era muito, muito difícil, naquela época, encontrá-lo no presente. Em geral, minha carinha de “Pai, me dá um colo”,  tirava-lhe do mundo em que se colocou após a tragédia que se abateu sobre nossa família, no dia de seu aniversário.
  Ao perceber minha presença, Ele me dirigia o mais doce dos olhares, batia com as mãos nas pernas e me dizia:
-Vem cá!
  Devidamente acomodada, eu encostava a cabeça no seu ombro quentinho e ele, então, dividia comigo as suas saudades, cantarolando as músicas que embalaram a minha infância, tão triste quanto a sua sobrevida.
-Marina, morena Marina, você se pintou!
-Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora, e conta logo tuas mágoas todas para mim!
- No Rancho Fundo, bem prá lá, do fim do mundo...
  Ele sabia quase todas as letras da Emilinha Borba, que ele dizia “ser sua fã”. Nunca adiantou eu lhe explicar que era ao contrário. Ele sorria e continuava dizendo do mesmo jeito.
  Contudo, eu percebia certa diferença no tom de sua voz, nas vezes em que ele cantava:
 “Saudade palavra triste, quando se perde um grande amor,
  Na estrada longa da vida, eu vou chorando a minha dor!
  Meu primeiro amor, tão cedo acabou só a dor deixou neste peito meu.
  Meu primeiro amor foi como uma flor que desabrochou e logo morreu”
 Nos momentos em que cantava o refrão, ele me embalava mais forte, como se a sua emoção chegasse ao auge e, nestes momentos, meu coração desconfiava que ele se embrenhava mais ainda, num outro passado em que fora tão feliz. Ele recordava-se dela, sua primeira paixão de adolescente.
  Um dia arrisquei perguntar para quem cantava aquela música e ele contou a história do seu primeiro amor, uma tal Mariazinha, namorisco que minha avó Rosa (madrasta dele) havia tratado de dar fim, porque moravam na mesma casa.
  Muito surpresa, eu o ouvi contar sobre a tristeza e decepção por não ter podido viver este amor, tão ingênuo e tão belo. Ele, sempre tão sisudo e rígido, transformou-se num garotinho apaixonado, ante meus olhos! Algo inimaginável para mim, que o via como um pedestal de força e coragem.
  Depois, ele contava algum “causo estranho”, alguma teoria sobre algum extraterrestre, e voltava a cantarolar as músicas que tocavam nos tempos de minha mãe. Nestes momentos eu tentava fazer-lhe algumas perguntas sobre ela, que eu não conhecera. Algumas vezes, obtive sucesso, mas o seu olhar sofrido e as lágrimas que nele brilhavam me faziam desistir do intento e eu me conformei a viver sem conhecer aquela que me dera à vida.
  Então, quando lá pelas cinco horas da tarde minha madrasta deixava a máquina de bordar e vinha fazer o café, ele me dava uma palmadinha dizendo:
-Agora tu vais brincar um pouquinho, cambacica (pequeno pássaro), que eu vou limpar as gaiolas e guardar os passarinhos.
  A janta então começava a ser preparada e o enlevo se partia, ele não falava de outros amores na frente dela, para não magoá-la. Eles viveram um casamento muito feliz.
  E assim, passei minha infância e ele, boa parte dos doloridos anos que se seguiram a morte de minha mãe. Ao dividir comigo suas lembranças mais íntimas, ele me tornou sua cúmplice, e talvez, o único dos filhos a quem permitiu conhecer este seu lado tão romântico.
  Sentada em seu colo, por vezes, naquelas tardes, embalada por ele e pelas músicas que  cantava, eu olhava para ele e no seu rosto marcado, tão criança ainda, eu conheci a descrição e a tradução da palavra: SAUDADE!








sexta-feira, 29 de julho de 2011

AMORES PERFEITOS

Dizem que amores perfeitos não existem....
Lembram-se da postagem, meses atrás, quando disse que havia plantado amores perfeitos em meu quintal?


Eles  floresceram.
O que significa que amores perfeitos existem!


Foram clicadas por Nina Medeiros!
Bom Final de Semana a todos!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

AINDA DIA DO AMIGO!


Pensando agora, no dia do Amigo, lembrei dos AMORES entre dois seres humanos!
Ainda acho que a vida vale a pena, graças aos momentos românticos que vivemos, dando muito amor, sendo amigo de todos, inclusive daqueles por quem  pensamos estar apaixonados!
Mesmo nestas relações AMOROSAS, devemos cultivar a amizade.
Porque, quando TEORICAMENTE,  a relação dá certo, vamos vivenciar o casamento.
Depois da GRANDE PAIXÃO, ao longo da vida que seguirá, o que vai nos sustentar é a amizade mesmo!
 Se ela não existir pela pessoa amada, por sua essência, pelo que ela É, nada resistirá à rotina, à facilidade ou dificuldade material!
Quando somos AMIGOS de quem amamos, nós encontramos muitos motivos para perdoar, esquecer, tentar novamente, seguir em frente!
FELIZ DIA DO AMIGO aos casais de namorados!

FELIZ DIA DO AMIGO!



Eu sempre quis ser mãe!
Fazer comidinhas, bolinhos, cobrir à noite,
Levar chazinhos!
Contar histórias, ouvir chorinhos!
Beijar  dodói, para sarar rapidinho!
Mas fui crescendo,
Ilusões foram se desvanecendo
E  esqueci o que realmente queria,
Contentei-me com outras ilusões.
Radical como eu só,
... era tudo besteira, pensei!
Mas, não é para falar de mim, é de alguém,
Que um dia respondeu ao meu grito de guerra:
- Eu não quero ser mãe!
- Sou uma mulher moderna, não nasci para isto!
- Quer sim!!!
Agora, quando estou dentro da capsula espacial,
09 gotas de Berotec, 10 ml de soro fisiológico,
Fecho os olhos e agradeço a Deus!
Pela liberdade que sinto, para fazer  e ser o que gosto
E pela amiga que sabia disto antes de mim!



FELIZ DIA DO AMIGO a todos que puderam, na vida, conhecer alguém assim!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

PARA REFLETIR




"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. [...] Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
(Sarah Westphal)

Boa noite a todos!

domingo, 26 de junho de 2011

HOMENAGEM PÓSTUMA!


Conheci a Raquel Valério desde pequena!
Durante alguns anos
Sorrimos juntas nos momentos bons,
Partilhamos os momentos difíceis,
Choramos pelos  mesmo motivos!
Há alguns anos não mais convivíamos,
mas, as lembranças destes momentos estão gravadas para sempre em mim!
É triste perder a sua presença física,
e nos parece uma grande injustiça!
Mas, Deus deve ter seus motivos para querê-la ao seu lado!
Que ela possa seguir em PAZ,
E que seus familiares e nós, seus amigos, tenhamos fé
e consigamos, com nossas preces em seu favor,
superar esta separação momentânea,
até o momento do reencontro!
Até breve, RAQUELZINHA!

SOBRE MEDO E CORAGEM!


"O medo é a imaginação em desequilíbrio!"

"Corajoso é quem tem medo e, mesmo assim, faz!"

Uma semana iluminada a todos!

sábado, 18 de junho de 2011

BOA NOITE


Bom restinho de noite!
Bom sábado a todos!
Vou correndo prá caminha, 
antes que o sol me espie da janela!
Bjos a todos que ainda dormem,
Bom dia aos tarados, que já levantaram!
Ainda bem que existe Rivotril!

NO TÚNEL DO TEMPO



Sim, declaro meu amor por telefone.
Baby não se engane, a ficha é oficial.
Ela me diz que sim, ao som da vida sossegada....
É como se falássemos de uma gata parda
Estourando em profusão de carretel:
Amarelinha, meio-fio da pedalada.
E que risada mais gostosa, de sua boca vem
Unhas compridas de riscar em serpentina
As costas, baias e rios
Pelos fios teia incendiando-se em mim.
Mas porque falar somente em fogo
Se o banho às águas será fatal.
Haja sorte, vento, ar nordeste sul ou temporal.
Parece que o repouso após ao fone
Calada, a  beira mar, e da manhã
Desafia a termo o que é comum
Contudo, o espanto principia o ato
E já não se tem mais remédio à esta cor
O medo, vara a galope por outros caminhos
Atrás de outro otário para se fazer senhor
Mas, talvez ligando em intelsat/mente
Planetas, pernas, vértices profanos
Outro rosto se aprume ao seu
Sem especificidade de causa
Que barato, esta minha declaração de amor...

José Waldir de Oliveira
Palhoça, 15/05/1989

sexta-feira, 17 de junho de 2011

PENSAMENTO PARA O FIM DE SEMANA


Sabedoria 158

"Feche os olhos para a casa de seus vizinhos,
feche a boca para não se virar contra quem quer que seja,
não julgue para não ser julgado,
pense em Deus que a paz encontrará em sua casa."
Caboclo das Sete Encruzilhadas / Zélio Fernandino de Moraes

Beijos a todos, um final de semana repleto de muita paz, luz e saúde!




LIÇÃO DE VIDA


   Um dia, um anjo bêbado, que sempre vinha na minha casa acompanhado de seu violão, falou-me sobre o paradigma da reencarnação. Ele despejou tudo de uma vez só, violão no colo, e ficou meio sentado, meio já saindo, na poltrona vermelha da sala cor de rosa,como que esperando uma reação furiosa da minha parte, catequista que eu era, naqueles anos que agora estão distantes.
   Fiquei alguns segundos parada, olhando para ele, refletindo sobre o que me dissera, então respirei fundo e disse:
-É, tem lógica!
   Dando uma sonora gargalhada, ele relaxou na poltrona, me olhou com profunda admiração e falou a frase que não esqueço até hoje, por ser uma das mais verdadeiras que alguém já disse a meu respeito:
-Sabe Ritinha, tu  és a pessoa com mais religiosidade que conheço!
 Jamais esperei que tu respondestes isto, desta forma! Achei que ias correr comigo daqui!
   Este anjo, que já partiu do nosso convívio,  agora deve estar tocando harpa, em alguma nuvem, junto com o Santo Antônio!
   Foi pensando nesta frase, tão verdadeira, que começo aqui, o que espero, possa ser uma homenagem a uma pessoa que admirei e ainda admiro, por várias razões: a minha professora de Português, da 7ª série do CEAL, em 1974, dona Maria Serafina de Oliveira.
   Que senhorinha incrível! Minhas irmãs, meus primos, todos foram alunos dela, e fizeram  dela um bicho de sete cabeças, me enchendo de medos sobre o terror que eram as aulas dela. Mas não a vi deste jeito.
   Talvez, por já estar tão idosa quando me deu aula, ela era paciente e querida, jamais era ríspida, embora fosse autoritária e impusesse  respeito aos alunos. Não sei se os professores e professoras da nossa época foram beneficiados pelo ambiente social que a ditadura impunha. Mas, naqueles tempos, ninguém pensava em desobedecer o professor muito menos em afrontá-lo, desrespeitá-lo, nossos pais nos obrigavam a isto, a sociedade inteira não admitia ou esperava comportamento diferente de um adolescente. Não tinha conversa, pelo menos lá em casa: o professor sempre teria razão, então, o melhor mesmo era obedecer logo para evitar coisas piores!
   Creio que esta atmosfera lhes dava tranqüilidade para que as aulas fossem recheadas de histórias, que eles contavam para ilustrar a matéria. E ela contava muitas. Algumas ela repetia todos os dias, e nós apenas nos olhávamos, divertidos, com sono, sem vontade de aprender algo tão incompreensível como o português, mas nunca lhe faltávamos com o respeito.
   E foi contando histórias, narrando sua vida com  os filhos, suas viagens, dando lições de vida, sem que nos déssemos conta disto, que  um dia ela falou uma verdade. Depois de tudo o que já li e pesquisei sobre religiões e suas teorias, considero que esta é a única e verdadeira lei que rege a vida neste planeta:
- Podem ter certeza de uma coisa, na vida de vocês! Não existe nada mais certo do que isto, nem lei, nem religião alguma que o ser humano inventou, invente ou inventará!
   “A vida é como uma parede. E os nossos atos são como uma bola de borracha! Com quanto mais força vocês atirarem esta bola na parede, com força maior ainda ela voltará e vai bater bem no nariz de vocês!”
   Por este motivo, quando o anjo me falou sobre reencarnação, eu aceitei como algo lógico, porque em 1974, uma professorinha já havia me explicado, com muita simplicidade, sobre a responsabilidade dos nossos atos: 
Se eu jogar uma bola na parede é só esperar a volta!


quinta-feira, 2 de junho de 2011

SE HÁ AMOR, NÃO HÁ APEGO


O apego, a qualquer coisa que seja, demonstra desconfiança.
Se você ama uma mulher ou um homem e se apega, isso só mostra que não confia.
Se você ama uma mulher e pergunta:

"Amanhã você ainda me amará ou não?",

é porque não confia.
Se você vai ao cartório para se casar, é porque não confia.
Confia mais no cartório, na polícia, na lei do que no amor.
Se essa mulher ou esse homem tentar enganá-lo amanhã, ou deixá-lo na mão,
você poderá obter apoio da justiça ou da polícia, e a lei estará do seu lado, e toda a sociedade o apoiará.
Você está tomando providências porque tem medo.
Mas, se ama de verdade, o amor basta, é mais que suficiente.
Quem liga para o amanhã? Mas, no fundo, há dúvida.
Mesmo quando você acha que está apaixonado, a dúvida continua.


Dizem que, quando Jesus ressuscitou após a crucificação,
 primeira pessoa que o viu vivo foi Maria Madalena.
Ela o amava imensamente. Correu em direção a ele.
 Novo Testamento narra que Jesus disse: "Não me toque".
Tenho minhas desconfianças de que ele realmente tenha dito isso.
Não parece certo. Alguma coisa está errada aí.
Claro que o papa pode dizer:
"Não me toque", mas Jesus... é quase impossível.
Por isso , tentei pesquisar o original.
No texto original em grego, a palavra pode significar tocar ou apegar-se.
Encontrei a chave. Jesus disse:
"Não se apegue a mim", mas os tradutores interpretaram como "Não me toque".
O intérprete usou a própria mente para a tradução.
Jesus deve ter dito "Não se apegue a mim", porque, se existe confiança, não há apego;
se há amor, não há apego.
Você simplesmente partilha, sem se apegar; partilha em profundo relaxamento.

Autor: Osho, em "A Música Mais Antiga do Universo

terça-feira, 31 de maio de 2011

RAZÕES



É bom ter cuidado com as razões!
O mundo gira e
 ás vezes, 
elas no deixam sem saída!

SÓ PARA COMEÇAR O DIA SORRINDO








BOM DIA DONA COMADRE




   Acordei cedo, para dar comida prás galinhas, varrer o terreiro e estender a roupa no varal.
   Agora estou com fome, estão todos dormindo ainda, posso passar aí para tomarmos um cafézinho com aquele bolinho, aquele, que me levastes um pedaço ontem? Está tão gostoso, não faz mal que seja dormido.
   Ah! Aprendi uma receita maravilhosa, de torradas feitas com bolo dormido, aproveito e te ensino, tá bom?
   Só vou tirar o chinelo velho, de andar no quintal e já,já, passo por aí!
   O compadre já saiu prá lida?
   É que tenho uns assuntos prá te falar, coisas de mulher, já viu né?

terça-feira, 24 de maio de 2011

VIVER O HOJE



Hoje plantei amores perfeitos e um pé de rosas brancas, daquelas pequeninas, tão suave o perfume!
Ah! E um pé de cana limão, para o chazinho com hortelã, no inverno, que agora é tão curtinho aqui no Brasil.
Hoje foi um bom dia, porque esquecemos de tudo e simplesmente saimos, sem rumo.
Agora, estou de volta, mais tranquila, tentando não pensar no que será, vivendo apenas o que o hoje me permite.
Bjos de boa noite a todos!

BOM DIA




Sabedoria 150

Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha,
porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa em nossa vida passa sozinho,
mas não vai sozinho, nem nos deixam sós.
Levam um pouco de nós mesmos e
nos deixam um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que levam quase nada.
Há os que deixam muito,
mas há os que deixam quase nada.
Esta é a mais bela responsabilidade de nossa vida,
a prova verdadeira de que ninguém passa em vão,
que cada um é importante e que ninguém
se aproxima do outro por acaso” ·
Antoine de Saint-Exupéry.

Em homenagem a nossa querida colega Renata Farias, que mal tivemos tempo de conhecer. Só nos resta suplicar para ela, a proteção divina e que Nossa Mãe, Maria Santíssima, a cubra com seu manto de luz e encaminhe o desenrolar dos acontecimentos, confortando os seus familiares e amigos.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

BOM DIA


Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu  que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.
- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça..
- Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.
- Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.
- Yeeesss... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.
ATITUDE É TUDO!
Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Viva com simplicidade.
Ame generosamente.
Cuide-se intensamente.
Fale com gentileza.
E, principalmente, não reclame.
Se preocupe em agradecer pelo que você é, e por tudo o que tem!
E deixe o restante com Deus.
 



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terça-feira, 17 de maio de 2011

PARTIDA E CHEGADA - HOMENAGEM AOS ENTES QUERIDOS



Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: - "Já se foi".Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós.
Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.
E talvez, no exato instante em que alguém diz:
- "Já se foi", haverá outras vozes, mais além, a afirmar:
- "Lá vem o veleiro".
Assim é a morte.
Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos:
- "Já se foi". Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente.
Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua o mesmo.
Sua capacidade mental não se perdeu.
Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.
Conserva o mesmo afeto que nutria por nós.
Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.
E é assim que, no mesmo instante em que dizemos:
- "Já se foi", no mais além, outro alguém dirá feliz:
- "Já esta chegando". Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos. Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.
A vida é feita de partidas e chegadas.
De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo fisico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da imortalidade que somos todos nós.
Partida e Chegada - Poema de Vitor Hugo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

NOTA DE FALECIMENTO


Mais um veleiro que inesperadamente deixa o porto da nossa convivência.
Para nós, que ficaremos deste lado da vida, restará a saudade de sua alegre presença!
Para os que estão do outro lado, a alegria enorme do reencontro!
Até breve, Robson!
Vá em paz! Fique na luz do amor infinito de Deus!

Bom Dia


Sabedoria 146

“Religião pode significar ir à igreja,
desejar ir para o céu,
deixar para Deus resolver.
Mas também pode querer dizer:
ensinar o que é básico,
pensar positivamente,
ser melhor a cada instante.”
Tania Fenocchio

domingo, 15 de maio de 2011

PARA COMEÇAR A SEMANA





"Você não é um ser humano que está passando por uma experiência espiritual. Você é um ser espiritual que está vivenciando uma experiência humana."   Wayne W. Dyer


Boa Semana a todos!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

MULHERES

    Não sou poeta, como Martinho da Vila e Chico, mas também posso falar que tive mulheres muito importantes na minha vida. De algumas tenho saudades que ainda desconheço, de outras, trago uma saudade pesarosa, e outras tantas, eu admiro por sua obra e significado, por sua luta desigual e insana, por sua força e fragilidade.
     Tenho saudades das minhas avós, que nunca pude conhecer. A materna, dizem, era pessoa muito pobre e, tal como a minha mãe, deixou este mundo cedo demais. É só o que sei dela. A paterna, ao saber da traição do marido, morreu de parto, jovem ainda. No desespero, meu avô deu a criança, um menino, em adoção e nunca mais se soube dele.
     Meu pai contava de suas lembranças, dela sentada no chão, ao lado de meu avô, aprendendo com ele as artes da costura. Sempre que ouvia esta história, que ele não se cansava de repetir, imaginava uma moça morena, cabelos compridos e levemente ondulados, muito meiga e carinhosa, suavemente atenta ao que o marido lhe ensinava.
     Mais tarde, bem mais tarde, vim a conviver com uma avó! A mãe de meu esposo.

    Ao ver o seu desvelo com os netos (quatro meninas e um menino), seu carinho, a felicidade com que cuidava deles passei a acreditar que minhas avós deveriam ter sido assim também, pois toda avó é sempre um pouco babona mesmo!A partir de então, passei a amá-las profundamente, a sentir-me neta, e pensar que da mesma forma sou amada por elas, onde quer que estejam.
     Parece uma sina, pois da minha mãe de barriga, pouco ou quase nada conheço. Sei que era daquelas mães que os filhos vão dobrando, dobrando, até o ponto em que ela se incanzinava e ai era um salve-se quem puder! Nas poucas fotos de família, vê-se uma garota muito bem sentada, delicada e séria. Não se tem dela um sorriso sequer, somente uma ruga de preocupação, marcando a testa ainda tão jovem. Dela tenho saudades estranhas. Dos carinhos que talvez tenha recebido e não recordo, das lições que dela não recebi, sobre suas experiências de uma vida tão brevemente encerrada. Morreu aos 40 anos, deixando-me ainda bebê.


     As mulheres mais importantes foram minha madrasta e minhas 3 irmãs. Das irmãs recebi o exemplo de cantar em coral, de me enfeitar para o carnaval, do prazer da leitura, das conversas inteligentes e de dançar muito, sempre. Lembro-me que adorava vê-las sentadas na penteadeira, passando laquê, penteando-se, esperando o namorado às escondidas do meu pai. Delas, eu recebi também, o exemplo de nunca me curvar à prepotência e à violência. De enfrentar a autoridade, da coragem de “responder” a alguém injusto, mesmo sabendo que o resultado seria um castigo físico.

     Minha madrasta me criou desde os 02 anos de idade. Desta mulher recebi o exemplo de força, coragem e inflexibilidade, mas nunca soube que ela havia sido dona de uma empresa, nunca contou dos seus sonhos, desconfiava das tristezas, mas ela parecia tão forte, sempre tão brava, nunca se abria. Sempre fiquei dividida em vê-la como minha mãe e madrasta, mas independente a isso, amava-a profundamente.
  
     Falando sobre mulheres, lembro das amigas. Aprendi os trejeitos e os jeitos de ser mulher em casa. Mas a viver e sobreviver em sociedade, eu aprendi com elas..


     Foi ao lado da Regina e Néia, que atravessei a infância, adolescência e juventude. Como era bom passarmos as tardes brincando, “imaginando” brincadeiras, porque brinquedo quase não se tinha. Foi com Neia que aprendi a andar de bicicleta, já adolescente e aprendi também, mesmo sem o saber, que uma amizade torna tudo o que é bom e belo, melhor ainda, e o que é triste, bem mais fácil de suportar.


     Com a Regina aprendi a exercer a religiosidade que já possuía, sem a interferência dos padres, freiras, catequistas, etc, embora sua presença estivesse subentendida entre nós, pois que nas nossas brincadeiras de missa, o padre era simplesmente ela! E o fazia com autoridade máxima! Estas missas nunca acabavam bem, embora sérias, porque eu simplesmente de uma hora para outra, dizia alguma palavra menos adequada e o “padre” libertava sua ira sobre minha pobre cabeça. Até hoje tenho medo que as ameaças dela se concretizem!


     Paralelamente a vida escolar, que foi um período de muitas descobertas, nós adentramos na vida amorosa juntas, maravilhadas, encantadas com as imensas possibilidades que se descortinavam aos nossos olhos. Ao seu lado fiz minhas descobertas, com seus conselhos tomei minhas decisões.
    Conheci a Nádia, quando participei como daminha na Festa do Espírito Santo. Um corte de tecido rosa, que quase não deu para um vestido, a sandália da minha mãe que não serviu e deixou o meu dedão de fora, um cadarço de tênis preto e algumas chaves velhas, foram o arremedo de um colar, mas tudo era festa, porque a Nádia era a animação em pessoa.


      Diante do exemplo da Jacque, que quando conhecemos já escrevia poesias, foi muito simples, de simples questionários, passarmos a desenhar no papel os nossos sentimentos, dúvidas, sonhos e inúmeras decepções. Ao contrário da Regina e dela, de tempos em tempos eu conseguia rimar alguma coisa, mas no geral, escrever poesias foi só uma maravilhosa terapia e um grande sossego para os meus pais e familiares. Ao todo foram 14 cadernos de poesia, que havia intitulado Memórias de uma Adolescente.
     Findo o período escolar, começamos nossa vida profissional e outras amigas vieram, mas, ficou a amizade e a recordação deste tempo maravilhoso que passei ao lado delas. Cumprido o pacto de batizar os primeiros filhos uma da outra, Jacque hoje é, além de grande amiga, minha comadre.


     Graças a internet pude reatar as conversas com ela, Zuleida e Regina.


 Voltei, após longos e inexplicáveis anos, a conversar com minha querida amiga Neinha e Nádia, junto com sua irmã Nadine, conseguiu me tirar da tristeza que sobreveio as perdas que havia sofrido em 2004. 

  Sempre que vou a Laguna, revejo aquele jardim e relembro de todas elas, inclusive das que não mencionei aqui, de sua amizade e grande importância, em cada uma das fases pelas quais passei, ou em todas ao mesmo tempo. 


Querendo falar tanto, vejo que escrevi tão pouco, do tudo que estas belas mulheres representam e representaram na minha vida. Elas mereceram e merecem, muito mais do que cem rosas.